Equidade de género: Moçambique deu dois grandes passos

In Debates and Public Life

<p>Moçambique deu dois grandes passos rumo à conquista da equidade de género e empoderamento da mulher nos últimos dois anos, com a assinatura de dois importantes compromissos internacionais, nomeadamente a Década da Mulher Africana e a Campanha África Unidos, do Secretário-Geral das Nações Unidas.</p>

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Estes pilares, assinados em 2010, pelo Presidente da República, Armando Guebuza, apontam os eixos concretos que devem ser seguidos para a promoção dos direitos das mulheres e os resultados são visíveis. Em menos de dois anos, entre várias acções, o país integrou pelo menos 9500 mulheres nos projectos de geração de rendimento e capacitou cerca de sete mil mulheres em diferentes áreas, tais como negociação, gestão de negócios e projectos, liderança, planificação e legalização das associações. No mesmo período, perto de 300 mil mulheres deram parto nas unidades sanitárias e foram integradas no Tratamento Anti-retroviral (TARV) cerca de 61 mil mulheres nas províncias de Gaza, Sofala, Nampula e Tete.

 

Estes dados constam do relatório sobre a implementação da Década da Mulher Africana apresentado na III Conferência sobre Mulher e Género, que decorreu esta semana em Maputo. Maria Rita é uma das beneficiárias das políticas do governo para a promoção da mulher. Ela e outras 33 mulheres juntaram-se e fundaram a Associação de Mães de Santa Paula, na província do Niassa, dedicada a bordados, corte e costura e conseguiram sair da pobreza. Já não lhes falta pão e conseguem ajudar crianças carentes através de uma escolinha, sua pertença.

 

 “As nossas vidas mudaram para o melhor desde que construímos uma escolinha e começamos a costurar roupas para venda”, aponta Maria Rita, enquanto fazia a exposição dos artigos produzidos pelo grupo no Centro de Conferências Joaquim Chissano, onde decorreu a conferência. Maria Rita conta que a ajuda que tiveram para iniciar as actividades está-lhes a valer muito, não só porque conseguiram ultrapassar o problema da fome, mas porque também melhoraram a qualidade de vida das 55 crianças dos dois a cinco anos que estão sob sua responsabilidade. “O que mais nos orgulha não é apenas o aumento do número de crianças, algumas das quais órfãs e carenciadas, mas sim a melhoria da sua qualidade de vida e das nossas também”, refere a nossa fonte.

 

O trabalho realizado por esta associação é apenas um exemplo daquilo que as mulheres são capazes de realizar para dar o seu contributo na luta pela pobreza e desenvolvimento do país quando lhes é dada alguma oportunidade.

 

Source

Jornal Noticias

 

Originally Published 2012-11-21

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