Défice de infra-estruturas: desafio para o desenvolvimento de Moçambique

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<p>A continuação do ritmo forte e sustentado de crescimento recente da economia de Moçambique vai depender da superação do “défice” de infra-estruturas como portos, aeroportos ou linhas de caminhos-de-ferro, tirando máximo partido do potencial agrícola e mineral do país.</p>

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Os aeroportos são das infra-estruturas que apresentam mais carências e, de acordo com dados divulgados pela empresa Aeroportos de Moçambique, vão receber um investimento total de 500 milhões de dólares nos próximos três anos, em construção nova e modernização. Segundo dados divulgados pelo Departamento Económico e Comercial da Embaixada da China em Moçambique, parte deste montante está já a ser aplicado na construção de novos aeroportos em Pemba, Nacala e Tete, bem como na modernização do Aeroporto Internacional do Maputo.

 

Este ano deverá ficar concluída a segunda fase da modernização do Aeroporto de Maputo, dando-se início às operações experimentais no terminal doméstico. Até à data já foram investidos no sistema cerca de 200 milhões de dólares, de acordo com a mesma fonte. O objectivo, segundo o presidente da Aeroportos de Moçambique, Manuel Veterano, é o aumento da taxa de utilização do sistema aeroportuário, quer de passageiros quer de carga. Devido à entrada de novas empresas operadoras no mercado moçambicano, o número global de passageiros aumentou 13% nos últimos anos, induzido pelo crescimento em 43,8% e 11,6% dos viajantes regionais e internacionais, respectivamente.

 

Os mesmos constrangimentos têm sido sentidos na utilização de estradas, portos e outras infra-estruturas necessárias aos agentes económicos, num altura em que o país recebe avultados investimentos, nomeadamente em projectos de mineração de carvão ou explorações agrícolas. Para o Banco Mundial, a “história de sucesso de crescimento económico sustentado” nas últimas duas décadas em Moçambique é “lendária”, mas agora o governo “enfrenta questões prementes sobre como continuar a expandir esse crescimento”, nomeadamente no investimento em infra-estruturas.

 

Este investimento é particularmente necessário “onde há potencial de recursos minerais e agrícolas, para criar um maior impulso para o resto da economia”, adianta nota divulgada pelo Banco Mundial a propósito de uma recente conferência em Maputo onde estiveram presentes os ministros do Planeamento e Desenvolvimento e dos Transportes, além de responsáveis de instituições financeiras regionais e internacionais. “Há uma crescente percepção de que a riqueza mineral do país pode permitir virar o jogo a favor de Moçambique, se ancorada em políticas correctas e apoiada por investimentos públicos e privados em infra-estruturas”, afirmou o director do Banco Mundial para Moçambique, Laurence Clarke.

 

Source 

macauhub

 

Originally Published 2012-03-26

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